Supersinais para Contratos Futuros - Trader Gráfico - Robôs, Cotações, Notícias e Análises Bovespa
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    Análise Técnica e SuperSinais
    Ano 5 - Número 94 - Segunda-feira, 25/04/2011


    Esta Newsletter é enviada Semanalmente a todas as pessoas devidamente cadastradas no site www.tradergrafico.com.br/newsletter e tem por objetivo apenas informar ao seu público alvo detalhes sobre indicadores, funções e análises necessários para uma avaliação de ativos e empresas associados a renda variável. Esta Newsletter não produz e não produzirá análises ténicas sobre nenhum ativo ou empresa.


    Supersinais para Contratos Futuros

    A muito tempo sou indagado por muitos clientes que utilizam os estudos que desenvolvi na categoria Supersinais para a Bovespa, para transportá-los para os contratos futuros. Tanto para fazer Day-Trade como Swing-Trade.

    Cheguei a escrever sobre o tema na Newsletter “Linhas de Tendência Automáticas para Trade e Day-Trade”, de 23/03/2011. Na ocasião tratei do gráfico intraday de 1 minuto de mini-contratos.

    Mas muitas pessoas não gostam deste tempo gráfico e por isso iniciei um processo de pesquisa sobre formas de operar nos gráficos de 5 e 30 minutos dos contratos futuros de índice, chegando a conclusões bem animadoras.

    Após realizarmos algumas adaptações ao Trader Gráfico, que já estão presentes nas plataformas de todos os clientes PRO, venho a público discorrer sobre as calibrações para contratos futuros de índice.

    Antes de mais nada, devo dizer que as calibrações aqui descritas já estão disponíveis no site Unibroker.com.br, pelo link público abaixo:

    https://www.unibroker.com.br/site/?A=Calibra&B=FUT


    Começarei falando sobre o Swing-Trade com mini-contratos futuros de Ibovespa. Nada impede que as mesmas configurações sejam adotadas para os contratos grandes também.

    Para Swing-Trade, é preciso olhar o gráfico intraday de 30 minutos para tomar a decisão no momento correto do dia, mas a operação deve ser desfeita sempre alguns dias depois, para conseguirmos acompanhar a tendência “macro” do contrato. Estamos falando de operações com média de duração de 4 dias, sendo que sempre mudamos a direção da operação quando temos sinal de compra ou venda, ou seja, nunca ficamos de fora.

    Se você estiver comprado, ao ver um sinal de venda faz uma venda dobrada e passa a ficar vendido. A metodologia de operação da BM&F de ajustes diários permite que todos os investidores façam isso sem ter que pedir liberação prévia à corretora para estas operações, ou seja, é só chegar e vender a quantidade de contratos que a corretora te liberou. Bem simples. Esta operação é chamada, no jargão, de “virar a mão”, ou seja, em um momento você está comprado apostando na alta e cinco minutos depois está vendido apostando na baixa. Para fazer isso, nada melhor do que utilizar o estudo Super Vira-Mão, nos parâmetros (16, 4). Este estudo já vem configurado no software Trader Gráfico PRO.

    Abaixo um gráfico da operação de exemplo:



    Este gráfico é um intraday de 30 minutos do mini-contrato WINJ11, que já venceu no dia 13/04/2011. Durante o seu período de validade, que está todo incluso no gráfico acima, podemos ver flechas verdes de compra e vermelhas de venda. Os nossos relatórios devem ser feitos tantos na ponta comprada, como na ponta vendida, e ficam da seguinte maneira:


    Operando Comprado



    Operando Vendido


    Note que os ganhos são de R$ 320 na ponta comprada e mais R$ 620 na ponta vendida, totalizando R$ 940 por cada mini-contrato operado durante o bimestre de validade. Deste valor, deve-se abater o custo da corretagem, normalmente R$ 2 por mini-contrato (isto depende de cada corretora, verifique o valor da sua corretora antes de operar). Como são 9 operações compradas mais 9 vendidas, temos 18 corretagens na compra (compra+venda) e mais 18 corretagens na venda (venda+compra) totalizando 36 corretagens, ou R$ 72, mais aproximadamente R$ 6 em emolumentos (na BM&F os emolumentos incidem sobre o valor da corretagem e não sobre o valor da compra, como é feito na Bovespa).

    Ou seja, R$ 862 de ganho operando apenas 1 mini-contrato em swing-trade. Há meses em que isso é melhor, outros isso é pior, mas é um estratégia boa para este tipo de operação. Como para operar 1 mini-contrato exige-se 20% apenas de depósito, ou o equivalente para esta operação a R$ 2.800, o nosso ganho bruto de R$ 862 é igual a 30% de rentabilidade em um período de 2 meses. Ótimo resultado.

    Mas para aqueles que preferem o day-trade, ou seja, zerar a posição todos os dias antes do final do pregão, também desenvolvi uma técnica de operação para o gráfico intraday de 5 minutos. Ela consiste de operarmos com as Linhas de Tendência automáticas do software Trader Gráfico PRO, porém nos parâmetros (20, 50, 2). Da mesma forma que fizemos no Swing-Trade, aqui também operamos virando a mão. Reitero que não há motivos para não ficar vendido nas operações de BM&F, pois neste tipo de mercado não há diferença entre comprado e vendido, pois não há "position" (investimento de longo prazo), todos os contratos futuros têm validade e, portanto, quem está operando ou é especulador (você), ou é arbitrador (está tentando ganhar em dois mercados ao mesmo tempo com risco zero) ou é hedger (está protegendo uma carteira de ações).

    Abaixo gráfico de exemplo:



    Não consegue ver nada? Faz sentido, temos 2 meses de day-trade em um único gráfico. Vamos então olhar os relatórios:


    Operando Comprado



    Operando Vendido


    Podemos tirar duas conclusões rápidas de olhar os relatórios:

    1. Fizemos muito mais operações desta forma do que com o Super Vira-Mão
    2. Ganhamos menos dinheiro aqui do que com o Super Vira-Mão
    Agora vou tirar mais algumas conclusões que não são tão óbvias. Optando por fazer day-trade, você não precisa estar todos os dias no mercado, você pode operar apenas nos dias que quiser/puder. Além disso, haverá meses em que o resultado do day-trade será melhor do que o swing-trade, por isso, se você tiver disposição, aconselho a fazer os dois tipos de operação, caso contrário, escolha o que melhor se adapta ao seu estilo de operar.

    Ainda comentando os relatórios de day-trade, também deixei os custos de corretagem de fora da conta. Tendo um lucro total de R$ 620 (395 comprado + 230 vendido) e fazendo 354 ordens (91 x 2 comprado + 86 x 2 vendido), com custo de R$ 1 por mini-contrato (corretagem de BM&F no day-trade normalmente é mais barata), teremos um custo estimado de R$ 354 em corretagem + aproximadamente R$ 28 em emolumentos. Ou seja, o seu ganho total foi de R$ 238. Mas para fazer day-trade muitas corretoras pedem um percentual de depósito ainda menor, ou seja, você deposita bem menos de R$ 2.800 como garantia (se não der ações como garantia sem ter que depositar nada), o que faz destes R$ 238 um negócio mais vantajoso do que os R$ 862 do swing-trade, em termos percentuais.

    Em tempo, devo alertá-los que fiz as contas para 1 mini-contrato. Se você operar 10 mini-contratos, por exemplo, o que era lucro de R$ 862 para a ser R$ 8.620. O que era R$ 238 vira R$ 2.380. Se você operar 1 lote (5 contratos) do contrato normal de Ibovespa Futuro, o que era R$ 862 vira R$ 21.550 (exige garantias extras na mesma proporção de 25x) e o que era R$ 238 vira R$ 5.950.

    Para mais informações sobre depósitos, garantias e corretagens consulte sempre a sua corretora, pois isto pode mudar de corretora para corretora.

    Não operem Dólar Futuro com estes estudos, eles foram desenvolvidos para operar Índice Futuro.

    Dei uma atenção grande a virar a mão no day-trade, mas sei que em dias de baixa é mais fácil só vender, assim como em dias de alta é mais fácil apenas comprar, portanto, fique à vontade para operar da forma que achar mais lucrativa.

    Espero fechar uma lógica operacional completa com os Supersinais desta forma. Até a próxima.



    Os estudos Super Vira-Mão e Linhas de Tendência são de uso exclusivo dos clientes Trader Gráfico PRO. Se ainda não é cliente, solicite o seu teste gratuito de 7 dias.

    Faça o download aqui


    Carlos Martins: Profissional de Investimento Certificado APIMEC - CNPI, autor do livro "Os Supersinais da Análise Técnica" (Ed. Campus-Elsevier, 2010) e sócio-fundador do Trader Gráfico.

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